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Archive for the ‘Devocionais’ Category

set
02

por Dennis Fisher

Nosso mundo tornou-se mais barulhento. De acordo com um noticiário, a ciência encontrou um modo de conseguir silêncio absoluto. “Cientistas exibiram um projeto para uma capa acústica, que poderia fazer objetos impermeáveis soarem como ondas. A tecnologia esboçada no Novo Jornal de Física poderia ser usada para construir casas a prova de som, salões de concerto modernos, ou navios de guerra camuflados.”

Ao procurarmos um lugar silencioso para nosso momento devocional com Deus, talvez queiramos ter uma capa acústica. Mesmo se pudéssemos silenciar todo o som externo, os barulhos internos de preocupação ainda ecoariam em nossas mentes. Deus nos diz: “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus” (Salmo 46:10). Mas como podemos acalmar nossos corações em termos práticos?

Deus entende nosso dilema e providenciou Sua própria capa acústica para aquietar nossos corações, que envolve trocar nossas preocupações por Sua paz. “Não andeis ansiosos de cousa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus” (Filipenses 4:6-7).

Ao colocarmos nossas preocupações nas mãos capazes de Deus, encontramos a quietude que somente Ele pode nos dar.

Deus dá paz para aqueles que se aquietam diante dele.

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ago
30

As cousas, pois, que eu falo, como o Pai mo tem dito, assim falo. —João 12:50

Quando os fariseus vieram a Jesus com a mulher pega em adultério e perguntaram a Ele o que deveria ser feito com ela, Ele se ajoelhou por um momento e rabiscou na areia (João 8:6-11). Nós não temos ideia do que Ele escreveu, mas quando continuaram a lhe perguntar, Jesus respondeu com uma sentença curta: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra” (v.7). Suas poucas palavras conseguiram muito quanto a confrontar os fariseus com seu próprio pecado, porque eles foram embora, um a um. Até hoje essas palavras ressoam por todo o mundo.

Jesus tinha tal intimidade com Seu Pai e tal dependência dele, que disse de Si mesmo: “As cousas, pois, que eu falo, como o Pai mo tem dito, assim falo” (João 12:50). Ah, se tivéssemos tal relacionamento com nosso Pai, a ponto de saber responder com a Sua sabedoria!

Talvez isto comece com a obediência ao desafio de Tiago para ser “pronto para ouvir, tardio para falar” (Tiago 1:19). Esta não é a demora da ignorância, vazio, timidez, culpa, ou vergonha. É, porém, a demora da sabedoria, nascida durante a meditação tranquila na presença do Senhor e em Seus pensamentos.

Dizem-nos sempre para parar e pensar antes de falar. Eu acho, entretanto, que devemos levar este conselho um pouco mais adiante e viver uma vida onde estejamos sempre procurando ouvir a sabedoria de Deus.

Ouça Deus, antes de falar em Seu nome.

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ago
27

Beba bastante vergonha, em vez de glória! Sim! Beba você também e cambaleie (Hc 2.16)

Não é para beber água, leite ou vinho. É para beber vergonha e nada mais. Babilônia já havia bebido muita glória, já havia amontoado bens roubados, já havia saqueado muitas nações, já havia derramado muito sangue, já havia cometido violência contra muitas cidades e seus habitantes (Hc 2.6-8). Agora, a voz de Deus lhe diz: “Beba bastante vergonha, em vez de glória!”

O gosto da vergonha é amargo, muito amargo. E a dose de vergonha a beber não é pequena. A taça cheia de vergonha está na mão direita de Deus e Babilônia terá de esvaziá-la. “Muita vergonha”, explica o Senhor, “cobrirá a sua glória”.

O livro do profeta Daniel é mais explícito quanto à taça cheia de vergonha. Foi uma vergonha sem tamanho a queda daquela enorme estátua (Dn 2.36-49) e daquela enorme árvore (Dn 4.1-37).

Mas a vergonha maior pela qual passou Babilônia foi ver o seu poderoso rei Nabucodonosor de quatro comendo capim com os bois (Dn 4.33)!

Conservarei em mim um sentimento muito grande de carência de Deus para não beber vergonha sobre vergonha!

Retirado de Refeições Diárias com os Profetas Menores (Editora Ultimato, 2004).

ago
20

Aguardarei para ver o que o Senhor me dirá e que resposta terei à minha queixa (Hc 2.1)

Entre a concepção e o nascimento de uma criança há um período de nove meses de espera. A gravidez é uma garantia sensível (para a mãe) e visível (para o pai) de que um novo ser está para chegar. Há muitas coisas no ventre do tempo que estão se completando e que acontecerão com certeza. É preciso aprender a difícil arte da espera.

Nada impede que perguntemos à sentinela: “Guarda, quanto ainda falta para acabar a noite? Guarda, quanto falta para acabar a noite?” (Is 21.11). A resposta do guarda é sempre a mesma: “A noite está quase acabando; o dia logo vem” (Rm 13.12). Afinal, todos estão enamorados do dia glorioso do Senhor.

Entre o que mais perguntamos à sentinela estão estes eventos: quanto ainda falta para Jesus colocar todos os seus inimigos (inclusive a morte) debaixo de seus pés? Quanto ainda falta para o Senhor voltar? Quanto ainda falta para a nossa redenção final?

No caso particular de Habacuque, sua decisão é: “Ficarei no meu posto de sentinela e tomarei posição sobre a muralha; aguardarei para ver o que o Senhor me dirá e que resposta terei à minha queixa”.

Estou esperando dos céus o Filho de Deus que virá em poder e muita glória!

Retirado de Refeições Diárias com os Profetas Menores (Editora Ultimato, 2004).

ago
17

O Senhor, o Soberano, é a minha força; ele faz os meus pés como os do cervo; faz-me andar em lugares altos (Hc 3.19)

Entre o ouvir falar e o conhecimento próprio há muita diferença. O mero ouvir falar desperta interesse e não convicção pessoal. A rainha de Sabá ficou estupefata quando foi a Jerusalém e conheceu aquele de quem ouvia coisas incríveis. Depois de ver o que viu e de ouvir o que ouviu, a rainha foi obrigada a confessar que a verdade em torno de Salomão era maior do que a fama (1 Rs 10.1-9).

O conhecimento cada vez maior da glória de Deus satisfaz a alma e capacita-a para manter a tranqüilidade bem antes dos novos céus e da nova terra. A alma cheia de Deus compensa as árvores vazias de frutos, as lavouras vazias de grãos, os currais vazios de ovelhas e os estábulos vazios de bois. Mais ainda: de alma cheia, o profeta declama: “O Senhor, o Soberano, é a minha força; ele faz os meus pés como os do cervo; faz-me andar em lugares altos”.

O que Habacuque confessa coincide com o que Paulo diria muitos anos depois: “Tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13).

Minha força não sou eu, minha força é o Senhor, que me faz andar em lugares altos!

Retirado de Refeições Diárias com os Profetas Menores (Editora Ultimato, 2004).

ago
13

Mas a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas enchem o mar (Hc 2.14)

Mais de um século separa Habacuque (cerca de 600 a.C.) de Isaías (cerca de 700 a.C.). Todavia, em seus livros há uma profecia quase idêntica: “A terra se encherá do conhecimento do Senhor como as águas cobrem o mar” (Is 11.9) ou “a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar” (Hc 2.14, ARA).

A figura usada por ambos é perfeita (“como as águas cobrem o mar”) e o recado dado não poderia encerrar notícia melhor e mais tranqüilizante. A glória de Babilônia acabou, cobriu-se de vergonha. Então aparece em toda a extensão do planeta o conhecimento tácito da glória do Senhor, em sua plenitude.

Essa exposição da glória do Senhor tem acontecido de tempos em tempos, mas ela ainda é escatológica em sua plenitude. Ainda falta ouvir o anúncio derradeiro logo após o toque da sétima e última trombeta:

“O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre” (Ap 11.15).

Quero ser “luz do mundo”, como Jesus mandou, para que os que me cercam glorifiquem ao Pai!

Retirado de Refeições Diárias com os Profetas Menores (Editora Ultimato, 2004).

ago
11

Realiza de novo, em nossa época, as mesmas obras, faze-as conhecidas em nosso tempo (Hc 3.2)

A história é uma beleza. É bom conhecer e recordar o que aconteceu antes de nós, antes dos nossos dias. Nos registros históricos encontramos lições, encorajamentos e exemplos. É a história que nos leva a suplicar: “Realiza de novo, em nossa época, as mesmas obras, faze-as conhecidas em nosso tempo”.

Essa oração agrada a Deus. Não estamos superestimando o passado. Estamos apenas desejando que Deus se manifeste como antes mais uma vez. Estamos suplicando que Ele faça hoje o que fez ontem. Que Ele retire a poeira acumulada desde o último grande despertamento até os dias de hoje. Que Ele mostre de novo sua glória, sua graça, seu poder. Que Ele nos visite uma segunda vez, uma sexta vez, uma centésima vez. Não importa quantas vezes Ele tem repetido a sua glória. Queremos mais uma visita extraordinária da parte dele. Outro avivamento, outra reforma, outro derramamento do Espírito, outra onda de muitas e verdadeiras conversões!

Hei de clamar ao Senhor por um avivamento poderoso nos dias de hoje!

Retirado de Refeições Diárias com os Profetas Menores (Editora Ultimato, 2004).