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Archive for fevereiro, 2010

fev
26

 

 

por David C. McCasland

Em tudo recomendando-nos a nós mesmos como ministros de Deus: na muita paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias. —2 Coríntios 6:4

Uma vendedora de antiguidades achou que o cartão de beisebol já amassado que encontrou pudesse valer dez dólares. Após colocá-lo à venda em um site, começou a imaginar que talvez valesse mais do que pensava. Retirou a venda do site e consultou um avaliador profissional, que confirmou que aquela foto no cartão era de 1869, e exibia a primeira equipe de beisebol profissional dos Estados Unidos, o Cincinnati Red Stockings. O cartão foi vendido por mais de 75 mil dólares.

Em um artigo escrito sobre este fato, o jornalista Mike Osegueda informou que apesar do cartão estar amassado e desbotado, o mais importante era sua autenticidade — era o cartão verdadeiro.

Paulo e seus companheiros sofreram muito enquanto divulgavam o evangelho. Em 2 Coríntios 6, ele enumerou suas provações externas, suas características internas e seus recursos espirituais (vv.4-7). Tente imaginar as circunstâncias nas quais tudo isso ocorreu — espancamentos, paciência, prisão, bondade, sofrimentos, amor. Apesar de feridos fisicamente, destruídos emocionalmente e provados espiritualmente, a autenticidade da sua fé em Cristo resplandeceu claramente. “Entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo” (2 Coríntios 6:10).

Em nossa caminhada com Cristo, não há nada que substitua a autenticidade espiritual — ser verdadeiro.

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fev
24

Nesta mensagem, o Pr. Delmo Fonseca analisa vários aspectos da vida de Jonas e traça um paralelo com a nossa vida. Jonas fugiu da presença de Deus, foi engolido por um peixe e teve raiva, muita raiva. Não é diferente conosco.

Se desejar adquirir a mensagem, basta enviar um email para gracaevida@gmail.com   e  será informado a respeito do procedimento.

Ouça o início da mensagem no link de aúdio abaixo:

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fev
24

 por Derval Dasilio

“A felicidade do pobre parece a grande ilusão do Carnaval.” (Vinícius de Moraes)

A relação com o Sermão do Monte é notável. A multidão costumeira, vinda de distâncias, ouve enquanto espera cura e alívio. Pessoas querem ser felizes. As receitas de Jesus, em Mateus, são radicais; remédios amargos, azedume para com a prática de males comuns (hipocrisia, ganância, traição, calúnia, difamação etc.). Em Lucas, num resumo menos doloroso, fecha-se a questão: “Tudo que querem que os outros façam a vocês, façam a eles; esta é a Lei e (o que dizem) os profetas (nas Escrituras)”. Uma pregação bíblica não-fundamentalista – espírito da moral abstrata –, certamente contra regras e obediência doutrinal que se requereriam de um seguidor do Cristo de Deus.

Em seu evangelho Lucas registrou: “Ajuntem tesouros no céu”; “onde está seu tesouro está seu coração”; “o olho ilumina o corpo” ou, o olho é a “janela da alma” (como quer o documentário excelente de João Jardim e Walter Carvalho: pessoas com diferentes graus de deficiência visual, da miopia discreta à cegueira total, falam como se veem, como veem os outros e como percebem o mundo). O escritor José Saramago, o músico Hermeto Paschoal, o cineasta Wim Wenders, o neurologista Oliver Sacks, a atriz Marieta Severo, o fotógrafo e o vereador cegos, Evgen Bavcar e Arnaldo Godoy, entre outros, fazem revelações pessoais e inesperadas sobre vários aspectos relativos ao assunto. Melhor ainda é o que o povo diz nas esquinas da vida: “Pior cego é o que não quer ver”.

O ser humano tende a colocar sua confiança naquilo que lhe proporciona prazer, poder ou prestígio. O profeta Jeremias chama a atenção sobre esta realidade: “Feliz o homem que pôs sua esperança no Senhor”. E o salmista: “O homem feliz não senta na roda dos que escarnecem do pobre, do fraco e do deficiente”. A verdadeira felicidade não se baseia em coisas que passam e desaparecem. A autêntica alegria procede do próprio Deus. Quando se põe a confiança em Deus, a pessoa torna-se forte e radical; exige dignidade, serenamente. Quem assume uma experiência com Deus poderá dar frutos abundantes de felicidade. Precisamos parar de ver Deus como um velho barbudo, de raça branca, olhos azuis, sentado num trono, expressão com pose de sábio. Deus é justo e muito mais próximo do que imaginamos. Ele está além do limite de nossas idealizações ingênuas. O próprio mistério de sua concretude faz parte dos grandes segredos da vida revelados em Jesus. Emil Brunner tem a palavra certa: “Jesus Cristo faz visível a imagem verdadeira de Deus. Observando onde ele está, lá encontraremos Deus”.

De modo diverso de Mateus, Lucas passa das lamentações às bênçãos. Diz que havia muita gente, como num dia de Carnaval. E, em sua versão, sublinha a verdadeira felicidade para os pobres, os aflitos, os fracos, os deficientes, os necessitados e os perseguidos. Na severidade de Mateus, ainda se perguntará ao que ignora Jesus na vida diária, por acréscimo, e rejeita o cotidiano da violência contra o fraco e o pobre: quando vimos Jesus? E do Evangelho vem a resposta: “Quando eu estava nu e você me vestiu; faminto, e me deu de comer; doente, e cuidou de mim; com sede, aflito, e me acalmou; preso, e você me visitou” (Mt 25).

De fato, seguir Jesus traz muitos incômodos. Olhar a realidade, a sociedade egoísta, violenta e impiedosa, o comportamento não-solidário do povo e dos governantes que dão pão e circo para satisfazê-lo. Desde os camarotes do Carnaval, oferece-nos a oportunidade de observar o significado de ver ou não ver em um mundo saturado de imagens que negam a felicidade, e também a importância do direito de todos à felicidade.

A felicidade é elemento transformador da realidade – se é que é vista como direito de todos. Julgue você. O espanto diante da existência do mundo como ele é não nos permite ignorar que “o mundo da pessoa feliz é completamente diferente do mundo da pessoa infeliz” (Wittgenstein). Ser feliz é gozar direitos fundamentais, casa, comida, trabalho, escola, saúde, saneamento básico, lazer, liberdade de culto, de pensamento e de escolhas políticas? Sim. Jesus ensinaria sobre a felicidade, praticamente dizendo: “Seja feliz, siga-me!”.

• Derval Dasilio é pastor da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil. www.derv.wordpress.com

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fev
23
 
Efraim voltará para o Egito, e na Assíria comerá comida impura (Os 9.3)

Que pesadelo! Voltar para o Egito, de onde saíram depois de 430 anos (Êx 12.40) de trabalhos forçados e cruel escravidão (Êx 1.11-14). Outra vez o Egito! A ameaça não podia ser mais contundente. A lembrança da maldade e da resistência do faraó do Egito, especialmente daquele decreto louco que obrigava as parteiras a matar os recém-nascidos do sexo masculino e o povo a lançar no rio Nilo os menininhos que as parteiras não matavam (Êx 1.15-22), ainda aterrorizava os israelitas. Que Deus inventasse outros castigos, outras maldições, outras catástrofes, mas não esta coisa de voltar para o Egito.Todavia, a ameaça de Deus não se refere apenas ao Egito: “Efraim voltará para o Egito, e na Assíria comerá comida impura”. De quebra, inclui uma passagem também pela Assíria, onde comeriam comida impura, não no sentido higiênico ou nutricional, mas no sentido religioso, pois o fruto da terra era consagrado aos ídolos. Caso se arrependesse em tempo, Efraim estaria a salvo tanto do Egito como da Assíria!

Não quero absolutamente nada nem dos tesouros nem da opressão do Egito!

Retirado de “Refeições Diárias com os Profetas Menores” (Editora Ultimato, 2004).

fev
22

  Israel esqueceu o seu Criador e construiu palácios (Os 8.14)

Há quem faça todo o esforço para se esquecer de Deus. Há quem faça todo o esforço para se lembrar de Deus. Os que pretendem se esquecer de Deus desejam libertar-se do patrimônio religioso recebido até então para se sentirem à vontade.

Os que pretendem se lembrar de Deus desejam aproximar-se cada vez mais dele sem temer os compromissos que essa relação impõe.

O esquecimento é uma porta aberta. É o embrião de muitos problemas. É o passo inaugural para a corrupção, para a incredulidade, para idolatria, para a apostasia e para o vazio existencial. Depois da morte de Josué e Calebe, “surgiu uma nova geração que não conhecia o Senhor e o que ele havia feito por Israel” e “então os israelitas fizeram o que o Senhor reprova e prestaram culto aos baalins” (Jz 2.10,11).

Antes de Oséias, Moisés também acusou Israel de esquecimento: “Vocês se esqueceram do Deus que os fez nascer” (Dt 32.18). Depois de Oséias, foi a vez de Jeremias: “Vocês se esqueceram de Deus” (Is 17.10).

Melhor seria se Israel desse ouvido ao sábio: “Lembre-se do seu Criador” (Ec 12.1).

Tomarei o pão e beberei o vinho para me lembrar de Jesus e de sua salvação.

 

Retirado de “Refeições Diárias com os Profetas Menores” (Editora Ultimato, 2004).

fev
19

[Israel] agora está entre as nações como algo sem valor (Os 8.8)

Que coisa horrível! A nação eleita para ser uma bênção para todos os povos (Gn 12.2), “agora está entre as nações como algo sem valor”. Não era para acontecer isso. Foi um fracasso, um vergonhoso fracasso.

A expressão “algo sem valor”, nesse caso, não diz respeito a coisas que nunca tiveram valor. Ela se refere ao que antes tinha muito valor e agora não tem nenhum valor. Jesus se refere ao sal que perdeu seu valor anterior e agora não serve para nada, senão para ser jogado no lixo (Mt 5.13).

Há pessoas sem valor, cerimônias sem valor, gestos sem valor, ações sem valor, coisas sem valor. Entre elas é possível mencionar: a circuncisão sem compromisso, os holocaustos sem remoção das más obras, as longas orações sem a prática da justiça, o pano de saco sem arrependimento, o batismo sem fé, a fé sem obras, o jejum sem discrição, as grandes ofertas sem liberalidade, as boas obras sem justificação, as línguas estranhas sem amor, os dons do Espírito sem o fruto do Espírito e, principalmente, o evangelho sem cruz.

Sou testemunha de Jesus e não quero ser encostado nem jogado fora!

Retirado de “Refeições Diárias com os Profetas Menores” (Editora Ultimato, 2004).

fev
18

Eles semeiam vento e colhem tempestade (Os 8.7)

É uma lei inflexível. Colhe-se o que se planta. E, às vezes, muito mais do que se planta. Uma pequena concessão pode render uma desgraça. Daí a explicação de Oséias: “Eles semeiam vento e colhem tempestade”. Pouco na frente, o profeta é mais direto: “Vocês plantaram a impiedade, colheram o mal e comeram o fruto do engano” (Os 10.13).

Esse sermão aparece várias vezes na Bíblia. O primeiro dos três amigos de Jó disse-lhe: “Pelo que tenho observado, quem cultiva o mal e semeia maldade, isso também colherá” (Jó 4.8). Um dos provérbios de Salomão garante que “quem semeia a injustiça colhe a maldade” (Pv 22.8). Talvez a versão mais conhecida seja a de Paulo: “O que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição” (Gl 6.7,8).

 É preciso ter medo da tempestade. Ela derruba árvores, arranca telhas e destrói lavouras. Mas é preciso ter medo muito maior do vento, porque a tempestade é posterior ao vento!

 Não vou sair por aí afora semeando vento. Deus me livre de tal loucura!

Retirado de “Refeições Diárias com os Profetas Menores” (Editora Ultimato, 2004).