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Archive for junho, 2010

jun
26

por Bill Crowder

Mas Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve. —1 Coríntios 12:18

O filme Milagre conta a verdadeira história da equipe americana de hóquei no gelo, que participou das Olimpíadas de inverno de 1980, e a trajetória rumo à improvável medalha de ouro. No início da história o técnico Herb Brooks seleciona os jogadores da sua equipe. Ao entregar ao técnico-assistente Craig Patrick uma lista com os nomes escolhidos, Craig declara surpreso: “Estão faltando alguns dos melhores jogadores.” Brooks responde: “Não estou procurando os melhores jogadores — apenas os jogadores certos.”

Brooks sabia que o talento individual os levaria somente a certo ponto. A disposição de encaixar-se no seu estilo altruísta de jogar seria mais importante que o talento. Obviamente, a prioridade era o sucesso da equipe, não a glória individual.

A convocação bíblica ao serviço tem uma ênfase semelhante. Nos propósitos de Deus, cada cristão faz sua parte e os resultados beneficiam a equipe. Após explicar as várias diferenças entre os dons espirituais dos cristãos, Paulo diz: “A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso” (1 Coríntios 12:7). Ao usarmos as habilidades que Deus nos concede, cumprimos os Seus propósitos e os glorificamos. No serviço de Deus, a questão não é ser o melhor, o mais talentoso ou habilidoso. A questão é sermos as pessoas certas — aquelas que Deus “dispôs… no corpo” (1 Coríntios 12:18) — unidos para servir na mesma equipe.

Todas as pessoas são importantes no corpo de Cristo.

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jun
17
Estou furioso a ponto de querer morrer (Jn 4.9)

Como é possível passar tão depressa de um descontentamento profundo para uma grande alegria? Como é possível voltar tão depressa de uma grande alegria para um descontentamento profundo?

Isso aconteceu com Jonas e acontece freqüentemente com o gênero humano. A falha está em se pender mais para o descontentamento e menos para a alegria. Não era para o profeta ficar “profundamente descontente” com a conversão de Nínive. Jonas deveria estar radiante de alegria porque o povo e o rei daquela cidade prestes a ser destruída se converteram com a sua pregação (Mt 12.41), à semelhança dos setenta que Jesus enviou de cidade em cidade e que voltaram “possuídos de alegria” pelo sucesso obtido (Lc 10.17).

Também não era para o profeta abrir mão da “grande alegria” proporcionada pela sombra da planta só porque a mamoneira ou outro tipo de vegetação morreu. A grande vontade de morrer substituiu a grande vontade de viver. Essa instabilidade emocional é uma injustiça contra Deus.

Vou aprender o segredo de viver contente com sombra e sem sombra!

Retirado de Refeições Diárias com os Profetas Menores (Editora Ultimato, 2004).

jun
10
[Orem] em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade… —1 Timóteo 2:2

Emma Gray faleceu aos 95 anos de idade, em junho de 2009. Por mais de duas décadas, ela foi a faxineira de um casarão. Todas as noites enquanto trabalhava, ela orava por bênçãos, sabedoria e segurança para o seu patrão.

Embora Emma tenha trabalhado no mesmo local por 24 anos, os ocupantes dessa residência mudavam a cada quatro anos, aproximadamente. Durante anos, Emma dedicou parte da noite para orar por seis presidentes americanos: Eisenhower, Kennedy, Johnson, Nixon, Ford e Carter.

Emma tinha as suas preferências pessoais, mas orava por todos. Ela seguia a orientação que lemos em 1 Timóteo 2 para interceder por “todos os que se acham investidos de autoridade” (v.2). Os versículos prosseguem falando sobre como viver “vida tranquila e mansa” e ser uma pessoa piedosa e reverente “é bom e aceitável diante de Deus […] o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:2-4).

Porque Deus “atende à oração dos justos” (Provérbios 15:29), quem sabe como Deus usou as constantes orações de Emma? Em Provérbios 21:1 lemos: “Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do Senhor; este, segundo o seu querer, o inclina.”

Como Emma, devemos interceder por nossos líderes. Deus está lhe chamando a orar em favor de alguém hoje?

Para influenciar líderes para Deus, interceda junto a Deus por líderes.

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jun
05

por Dave Branon

Que é o homem, que dele te lembres? E o filho do homem, que o visites? —Salmo 8:4

Um provérbio africano diz: “Aquele que pergunta não se perde pelo caminho.” Esse conceito pode ser útil quando refletimos sobre as perguntas de Davi nos Salmos. Era evidente que ele estava buscando o direcionamento de Deus quanto ao caminho que deveria seguir.

Veja, por exemplo, algumas de suas perguntas:

“Senhor, até quando?” (Salmo 6:3). Uma pergunta que demonstra anseio em ver o plano de Deus cumprido.

“Que é o homem, que dele te lembres?” (Salmo 8:4). Uma pergunta que denota espanto por Deus se importar até mesmo com o homem pecador.

“Por que te escondes nas horas de tribulação?” (Salmo 10:1). Uma pergunta que revela o anseio pela presença de Deus.

“Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte?” (Salmo 15:1). A pergunta decisiva sobre quem poderá morar com Deus.

Davi tinha algumas perguntas difíceis para questionar Deus. Ele tinha descoberto como era perder-se em seus caminhos quando excluiu Deus, e seguiu o seu próprio rumo pecaminoso. Entretanto, como escreveu nos Salmos, ele era um homem que buscava santidade e sondava os pensamentos divinos sobre os assuntos difíceis.

Questionamentos? Como Davi, você os tem. Continue perguntando. Pela fé na Palavra de Deus e pela obra do Espírito Santo, ouça-o à medida que Ele o guia em Seu caminho.

É bom questionar, mas é melhor ainda buscar as respostas em Deus.

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No mundial de basquete na Espanha, em 1986, um homem se destacou acima
dos outros: Tyrone Bogues. Não pelo “tamanho” porque Tyrone mede 1,59 m!
É um dos menores jogadores, que se conhece, na história do basquete mundial
e capaz de defender com acerto quando os adversários (Petrovic, Valters) saltavam
mais de 40 cm acima dele, como também chegou a ser base dos Hornets
na NBA. Este Bogues é na verdade um gigante.
Desde pequenos, escutamos centenas de vezes a história de Davi e
Golias: que Davi era pequeno e Golias tinha uma altura de quase três metros,
e que Davi o derrubou com uma pedra, e cortou-lhe a cabeça. Comecemos
pelo princípio: um gigante. Pode ser que nossa luta não seja contra gigantes
físicos (será se você jogar basquete!), mas não podemos negar que existem
muitos gigantes que estão diante de nós.
Qual é o Golias que está rindo de você agora? Quem é o gigante que
o faz dar um passo atrás? Será a solidão, incompreensão, dúvidas, depressões,
medos, temores, desânimo, maldade, pecados específicos, maus hábitos,
tentações, enfermidades, gozações e desprezo, dificuldades econômicas,
problemas sociais ou raciais, dificuldades físicas, ataques diabólicos? Seja
qual for o gigante que você enfrenta, lembre-se que a luta não é só contra
você. Ela também é feita contra o Deus Todo-poderoso.
Davi sabia que Deus é mais poderoso que qualquer gigante, e por isso
se atreveu a desafiar Golias: “O Senhor te entregará em minhas mãos. Prepara-
te para morrer!” Davi sabia que Deus não salva com a espada nem com
a lança, mas com Seu Santo Espírito, e disse: “Eu vou contra ti em nome do
Senhor Todo-poderoso.” Todos sabemos o final da história. Nenhum gigante
pode enfrentar Deus. Todos são vencidos.
Muito bem, isto foi o que aconteceu há uns três mil anos; mas e hoje?
Você teme os gigantes que o desafiam? O Senhor os entregará em suas
mãos! Que se preparem para morrer! Nunca tente vencê-los com suas próprias
forças: não poderá. Ore ao Senhor e ponha a situação em Suas mãos e
logo poderá exclamar, “eu vou contra ti em nome do Senhor Todo-poderoso”!
E deixe o final dessa luta com Deus. Não se preocupe!

jun
02

Os homens adoraram o Senhor com temor, oferecendo-lhe sacrifício e fazendo-lhe votos (Jn 1.16)

Segundo Jesus, os ninivitas “se arrependeram com a pregação de Jonas” (Mt 12.41). Eles “creram em Deus” (Jn 3.5).

O Senhor da Seara coloca várias vezes: “Abandonaram os seus maus caminhos” (Jn 3.10).

Mas esse não foi o único triunfo de Jonas. A tripulação do navio não conhecia o único e verdadeiro Deus, o Deus de Israel, o Deus de Jonas. Na hora do perigo, cada um dos marinheiros “clamava ao seu próprio deus” (Jn 1.5). Mas, depois do testemunho de Jonas — “Eu sou hebreu, adorador do Senhor, o Deus dos céus, que fez o mar e a terra” (Jn 1.9) —, eles passaram a clamar não aos seus muitos deuses, mas ao Senhor (Jn 1.14).

Antes da conversão de Nínive, os marinheiros se converteram. Além de clamar ao Senhor, aqueles homens do mar “adoraram o Senhor com temor, oferecendo-lhe sacrifício e fazendo-lhe votos”. O que Jonas fez no ventre do peixe, a tripulação fez no convés do navio — os tais votos religiosos, nascidos em momentos de extremo perigo. Isso não teria acontecido sem a declaração de fé do profeta.

Não mais me dirigirei a ninguém em oração, senão exclusivamente ao Senhor.

Retirado de Refeições Diárias com os Profetas Menores (Editora Ultimato, 2004).