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Archive for julho, 2010

jul
30

Agora vou quebrar o jugo de seu pescoço e arrancar as suas algemas (Na 1.13)

O melhor dia na vida de toda pessoa não é o dia do nascimento, não é o dia da festa dos quinze anos, não é o dia da formatura, não é o dia do casamento, não é o dia do batismo nem o dia da pública profissão de fé. O melhor dia é o dia em que Deus quebra o jugo do pescoço e arranca as algemas das mãos.

Todos nascem já com o problema do pecado, que vai se avolumando com o tempo. O pecado nos coloca sob diferentes jugos e algemas, que variam de pessoa em pessoa. Coisas simples de superar para uns são cadeias para outros. Nem sempre essas cadeias são crimes e escândalos. Podem ser as cadeias do medo, da ansiedade, da inveja, do ciúme, do ódio, da incredulidade, da gula, da presunção, do consumismo, da lascívia, da preferência homossexual, do rancor, da sovinice, do álcool, das drogas etc.

O melhor dia da vida é quando o algemado acredita na promessa do Senhor — “Agora vou quebrar o jugo do seu pescoço e arrancar as suas algemas” — e dela se apropria!

Uma vez livre das algemas pela ação do Senhor, tomarei todo o cuidado para não me aprisionar outra vez!

Retirado de Refeições Diárias com os Profetas Menores (Editora Ultimato, 2004).

jul
28

As comportas dos canais são abertas, e o palácio desaba (Na 2.6)

Logo o palácio? O palácio não é o prédio mais importante da nação? A sede do governo não está ali? Não é a casa do rei? Por que não desabaram as construções mais antigas ou mesmo aquele poste ou aquela ponte?

A Bíblia está cheia de desabamentos. Desabou a casa do filho mais velho de Jó e todos os filhos morreram (Jó 1.18,19). Desabou o templo de Dagom, o deus dos filisteus, sobre cerca de três mil homens e mulheres (Jz 16.23-30). Desabou a grande estátua do pesadelo de Nabucodonosor (Dn 2.31-35). Desabou a torre de Siloé, soterrando 18 pessoas (Lc 13.4).

O desabamento nem sempre é uma expressão de juízo de Deus. Também nem sempre é um mero acidente. Pode ser uma coisa ou outra.

O pior de todos os desabamentos aparece no final do Sermão do Monte. Jesus deixa bem claro que aquele que constrói seu edifício religioso, sua esperança, sobre a areia e não sobre a rocha, terá a infelicidade de ver o desabamento de tudo, mais cedo ou mais tarde (Mt 7.24-29).

Lerei e porei em prática o que está escrito nas Escrituras para não ver meu edifício religioso desabar!

Retirado de Refeições Diárias com os Profetas Menores (Editora Ultimato, 2004).

jul
26

Bill Crowder

Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia. —1 Coríntios 10:12

Enquanto caminhava por uma loja de materiais de construção, vi um homem vestindo uma camiseta; cor vermelho intenso, que trazia esta melancólica mensagem: “Confiança: o sentimento que você tem um pouco antes de compreender uma situação.”

Eu ri desta divertida definição, mas também percebi que a camiseta trazia uma saudável e segura advertência. É um lembrete para todos nós que tentamos fazer as coisas baseados em nossas próprias habilidades ou qualificações, mas sem confiarmos, conscientemente, na força de Deus. Se acharmos que poderemos cumprir as tarefas da vida com nossas próprias forças, essa falsa confiança inevitavelmente se tornará em nossa ruína — e cairemos sob o peso de nossos fracassos.

Paulo escreveu aos coríntios a respeito disso, fazendo-os lembrar-se da antiga propensão de Israel para a autoconfiança e autossuficiência. Ele primeiro descreveu tudo que os israelitas achavam que os favorecia, e depois falou sobre — como eles transformaram esses benefícios em permissão para pecar, e numa confiança quase arrogante, que provaria ser a sua ruína.

Paulo afirmou que a autoconfiança deles, deve nos servir de advertência. A conclusão dele? “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia” (1 Coríntios 10:12). O livro de Salmo 118:8 mostra o melhor caminho: “Melhor é buscar refúgio no Senhor do que confiar no homem,” ou em nós mesmos. Onde está a sua confiança?

Melhor é confiar em Cristo.

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jul
21

 por Herbert Vander Lugt

Ele [Jesus], porém, guardou silêncio e nada respondeu. —Marcos 14:61

Às vezes o silêncio é a melhor resposta para uma acusação falsa. Outras, temos que nos defender.

Quando falsas testemunhas acusaram Jesus diante do Sinédrio, Ele “guardou silêncio” (Marcos 14:53-61). Defender-se teria sido inútil. Acima de tudo, Ele estava cumprindo a profecia de Isaías 53:7. Anteriormente em Seu ministério, Jesus repreendeu os fariseus, desafiando-os a provar que Ele havia pecado (João 8:13-59).

Um pastor demitiu-se da sua igreja porque alguns membros fizeram falsas afirmações sobre ele. Achou que defender-se não seria um posicionamento cristão, mas algumas vezes é. Contudo, nesse caso, aqueles que causaram problemas precisavam ser confrontados e suas falsas acusações refutadas. Ele deveria insistir para que se arrependessem ou enfrentassem a disciplina da igreja.

Não refutar pode permitir que aqueles que fazem algo errado continuem em seus maus caminhos, sem que sejam confrontados. Porém, se o Espírito de Deus nos orientar a permanecermos em silêncio, ou se quisermos simplesmente tentar recuperar o nosso orgulho ferido, então deveríamos refrear nossa língua.

Você está sendo falsamente acusado? Se discernir que é inútil discutir, ou se o seu orgulho tiver sido ferido, peça a Deus por graça para calar-se. Todavia, se você se preocupa com aqueles que erraram e deseja ver a justiça feita, defenda-se!

O silêncio pode ser valioso; não o quebre, a menos que você possa melhorar a situação.

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jul
17

por Renato Russo

Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente…

Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre, sem saber, que o pra sempre
Sempre acaba…

Mas nada vai conseguir mudar o que ficou
Quando penso em alguém só penso em você
E aí, então, estamos bem…

Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa…

“…Não desista do amor, não desista de amar, não se entregue a dor, porque ela um dia vai passar…”

                                                                                                         Pe. Fabio de Melo

jul
12

Diz uma antiga fábula que um camundongo vivia angustiado com medo do gato.
Um mágico teve pena dele e o transformou em gato. Mas aí ele ficou com medo de cão, por isso o mágico o transformou em pantera.

Então ele começou a temer os caçadores.

A essa altura o mágico desistiu. Transformou-o em camundongo novamente e disse:
Nada que eu faça por você vai ajudá-lo, porque você tem apenas a coragem de um camundongo. É preciso coragem para romper com o projeto que nos é imposto. Mas saiba que coragem não é a ausência do medo, é sim a capacidade de avançar, apesar do medo; caminhar para frente; e enfrentar as adversidades, vencendo os medos…

É isto que devemos fazer. Não podemos nos derrotar, nos entregar por causa dos medos.

Senão, jamais chegaremos aos lugares que tanto almejamos em nossas vidas…

Não temas, crê somente” (Marcos 5:36).

jul
05

por Bill Crowder

E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só. —Mateus 14:23

Um amigo me contou sobre o retiro da liderança de sua igreja. Durante dois dias, os líderes da igreja isolaram-se para um período de oração, planejamento e adoração. Meu amigo sentiu-se renovado e revigorado. Ele me disse: “Este retiro realmente nos ajudará a prosseguir como um ministério da igreja.”

Pareceu-me engraçado — este conceito de retirar-se para prosseguir. Todavia é verdade. Às vezes, você precisa se recolher e reorganizar-se antes de alcançar progresso significativo. Isto é especialmente verdadeiro em nosso relacionamento com Deus.

O próprio Jesus agia assim “retirava-se para prosseguir.” Após um dia cheio de ministrações na região do Mar da Galileia, Ele se retirava. Mateus 14:23 nos diz que “E, despedidas as multidões, subiu ao monte, a fim de orar sozinho. Em caindo a tarde, lá estava ele, só.” Sozinho na presença do Pai.

Neste mundo de ritmo acelerado e avançado é fácil nos desgastarmos, insistirmos e seguirmos em frente a todo custo. Contudo, até mesmo em nosso desejo de sermos cristãos eficazes, temos que dispor-nos a nos afastarmos constantemente para permanecer na presença de Deus. Somente em Sua força renovadora encontramos os recursos para prosseguirmos em nosso trabalho para Ele. Retire-se para a presença de Jesus antes de seguir em frente.

Sozinhos com o Pai é o único lugar onde encontramos forças para prosseguir.

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